quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Paulinho da Viola


Coisas do Mundo minha nêga (1968)

Hoje eu vim minha nega
Como venho quando posso
Na boca as mesmas palavras
No peito o mesmo remorso
Nas mãos a mesma viola onde eu gravei o teu nome (bis)
Venho do samba há tempo, nega
Venho parando por ai
Primeiro achei zé fuleiro que me falou de doença
Que a sorte nunca lhe chega
Que está sem amor e sem dinheiro
Perguntou se não dispunha de algum que pudesse dar
Puxei então da viola
Cantei um samba pra ele
Foi um samba sincopado
Que zombou de seu azar

Hoje eu vim, minha nega
Andar contigo no espaço
Tentar fazer em teus braços um samba puro de amor
Sem melodia ou palavra pra não perder o valor (bis)

Depois encontrei seu bento, nega
Que bebeu a noite inteira
Estirou-se na calçada
Sem ter vontade qualquer
Esqueceu do compromisso que assumiu com a mulher
Não chegar de madrugada
E não beber mais cachaça
Ela fez até promessa
Pagou e se arrependeu
Cantei um samba pra ele que sorriu e adormeceu

Hoje eu vim, minha nega
Querendo aquele sorriso
Que tu entregas pro céu
Quando eu te aperto em meus braços
Guarda bem minha viola, meu amor e meu cansaço (bis)

Por fim achei um corpo, nega
Iluminado ao redor
Disseram que foi bobagem
Um queria ser melhor
Não foi amor nem dinheiro a causa da discussão
Foi apenas um pandeiro
Que depois ficou no chão
Não tirei minha viola
Parei, olhei, fui-me embora
Ninguem compreenderia um samba naquela hora

Hoje eu vim, minha nega
Sem saber nada da vida
Querendo aprender contigo a forma de se viver
As coisas estão no mundo só que eu preciso aprender (bis)


quinta-feira, 28 de julho de 2011

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Antonio Caetano



ALEGRIA TU TERÁS
(Antonio Caetano)

Alegria tu terás
Canta para ver como é sublime, ô nega
Tua paixão se desfaz
Não volta mais,não volta mais
A rosa que desfolhou
Foi por se achar cansada
De tanto fazer bonito
No romper da madrugada
Minha cabrocha
Meu divino redentor
Sou capaz de andar de rastro
Por causa do teu amor
(Alegria tu terás)
Alegria tu terás
Fico triste, afinal
Você vai saber por quê
Para me livrar do mal
Que hoje eu fujo de você
Tanto faz eu trabalhar
Como ser rapaz vadio
A roupa que Deus me dá
É de acordo com o frio

domingo, 10 de julho de 2011

Monarco



O passado da PORTELA

Um dia um portelense de outrora
Transbordante de alegria,
Proferiu em linhas de um samba comovente
Que deixou muita saudade na gente.

Quero referir-me àquele avante
Frase bem interessante,
Quando o ideal é conquistar
Vitória retumbante.


Alertando a mocidade
Com palavras que estão na memória,
O passado da portela
É coberto de vitória.


O que nos vale é a fé
Que encoraja e conduz,
Portelense de verdade
Que defende oswaldo cruz.


(lá lalaiá laiá lalaiá lalaiá laiá)

terça-feira, 5 de julho de 2011

Chico Santana

Vaidade de um sambista

Um dia um sambista em sua vaidade
Disse que vitória pra Portela é banalidade
Mais tarde outro dizia
Mesmo derrotados cantaremos com alegria
Ganhar todo mundo sabe, sorrir e sente prazer
Mas o bonito é saber perder

A Portela enfrenta derrota como vitória
O seu passado é repleto de glória
O seu azul e branco quando desce é pra valer
Só a Portela sabe ganhar e perder